PRAIA DE ITAPARICA,VILA VELHA ,ES,BR

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

BRASIL SEIKYO LEIAM E DIVULGUEM



Siddhartha Gautama Buda


Siddhartha Gautama nasceu no século VI A.C., aproximadamente a 2.500 anos (565 A.C.- 486A.C. ), na cidade de Kapilavastu, na região onde é agora o Nepal. Seu pai, Suddhodana e sua mãe Mahamaya ( pertencentes à casta Kshatriyas - de governantes e guerreiros) eram o rei e rainha do povo Sakya próximo à fronteira ao norte a Índia. Quando a rainha tinha dezesseis anos ela sonhou que um elefante de seis trombas e a partir daquele instante, ela sentiu uma grande mudança, sentindo uma enorme paz. Ela quis ir para um retiro e o rei assim o permitiu. Ela foi se estabelecer em uma grande floresta lá permanecendo por nove meses e dez dias quando seu filho nasceu, o rei e a rainha levaram a criança a um grande visionário que predisse que esta criança se tornaria um grande rei se ele tomasse o caminho mundano, ou um Buda se ele tomasse um caminho espiritual.
Sete dias depois de seu nascimento a rainha Maya faleceu. Mahaprajapati, a irmã de Maya cuidou de Siddhartha.
Siddhartha, que significa "aquele cujos objetivos são conquistados", cresceu vivendo uma vida opulenta e extravagante como um jovem príncipe pois seu pai determinado em perpetuar a sua descendência real, fez tudo a seu alcance para preparar o jovem Siddhartha para a vida de um grande governante. Ele foi tutorado por mestres cuidadosamente escolhidos de todos os campos do conhecimento e das artes, tradicional à realeza Indiana da época, e Ele se excedeu tanto em Seus estudos que acabou se tornando um professor de seus próprios tutores.
De acordo com os costumes, ele se casou com a idade de 16 anos com a jovem Yasodhara. Seu pai num esforço de protegê-lo de toda infelicidade providenciara todo tipo de diversão, mas Siddhartha era introspectivo por natureza e freqüentemente se afastava da companhia de seus amigos e família para se sentar calmamente nos jardins que circundavam o palácio. Sentindo que seu filho crescia insatisfeito com uma vida luxuosa, e temendo que a profecia de Seu Budato poderia se realizar, o que conseqüentemente terminaria com a linhagem real, ordenara que ele vivesse uma vida em total isolamento sem poder jamais deixar as dependências do palácio.
Entretanto, os esforços de Seu pai foram em vão. E no florir de seus 29 anos, o Príncipe Gautama Siddhartha se torna inquieto e se aventura em quatro escapadas para fora dos limites do palácio onde vivia para se deparar com a cruel realidade de sofrimento inevitável da vida. Assim Ele se deparou com o que é conhecido no Budismo por "os quatro sinais". Saindo pelo Portão Leste no primeiro dia ele se depara com um velho decrépito. No segundo dia, passando pelo Portão Sul, ele encontra um homem sofrendo de uma doença terrível. No terceiro dia, saindo pelo Portão Oeste, ele vem a contemplar um defunto rodeado por parentes chorosos. E, profundamente afetado por tal visão da qual Ele havia sido, em toda sua vida, previamente poupado, Ele começou a questionar a natureza e causas do sofrimento. Em sua quarta escapada, saindo em direção ao Norte, Ele encontrou um monge que procurava por liberação. E assim, no dia seguinte, com a idade de 29 anos, ele parte a procura de uma solução deixando tudo para trás, sua vida opulenta de Príncipe, inclusive o seu recém nascido filho, que se chamava Rahula (que significa "impedimento") para levar uma vida de jejuns e meditação dos ascetas e determinar uma maneira de aliviar o sofrimento universal.
Acompanhado por seu vassalo, Chandaka, Siddhartha escapa do palácio uma noite enquanto todos dormiam. Depois de cavalgar por horas ele param só o tempo suficiente para Siddhartha trocar Suas roupas de príncipe e jóias pelas vestimentas simples de Chandaka. E pede Chandaka que retornasse à sua família real e os confortasse explicando que não havia razão para sentirem tristeza por Ele, uma vez que Ele estava se preparando para por um fim à velhice e à morte. Falando ainda que todos deviam se libertar de todo apego. E assim, com uma determinação inabalável, Siddhartha diz que não voltaria para casa até que tivesse encontrado a iluminação completa.
Por seis anos, Siddhartha levou uma vida espiritual e diligentemente estudou com vários mestres. Mas ele nunca estava verdadeiramente satisfeito. Num esforço para obter uma mente tranqüila, Ele seguiu os diferentes métodos de meditação iogues, que prevaleciam na Índia da época e se submeteu às práticas rigorosas dos ascetas, às margens do Rio Nairanjana, que culminaram num período de jejum radical que o deixou completamente debilitado. E mesmo tendo ficado à beira da morte durante o jejum, Sua mente era brilhante e clara. Lá lhe fizeram companhia, cinco homens santos que se juntaram à Ele na esperança de aprender com Seu exemplo.
Um belo dia, ao ouvir um barqueiro que passava no rio ensinando música à seu discípulo que dizia que as cordas de um instrumento se muito frouxas não emitiam um som adequado, e se muito esticadas elas arrebentavam. A partir daí, Ele encorajou o seu povo a seguir o caminho do equilíbrio e não do extremismo. A isto Ele chamou de o "Caminho do Meio". Naquele momento ele percebeu que as austeridades físicas não eram o caminho para se alcançar a liberação. Que privação excessiva não era o caminho para se alcançar iluminação. Ele concluiu que se o corpo fica debilitado por fome e sede, a calma interior não é possível. Assim, um dia, Ele aceita de uma jovem garota, uma tigela de arroz e um pouco de leite, quebrando o seu jejum. Os outros ascetas que tinham sido Seus companheiros durante os seis longos anos de austeridades decidiram que Ele deveria abandonar a vida religiosa e O expulsam de seu meio.
Siddhartha toma um banho ritualístico em um rio perto, e para confirmar sua percepção, ele colocar a tigela de arroz vazia sobre a água e pede que se ele estivesse certo, que a tigela subisse a correnteza. A tigela rodopiou e subiu. E assim, renovado, Ele ruma para Bodh Gaya. Lá, ao por do sol, Ele se senta na postura de lótus em uma almofada de grama sob uma gigantesca figueira (a árvore Bodh ou a árvore da Iluminação) para meditar, com os votos de só sair dali quando tivesse alcançado a iluminação, mesmo que seus ossos e carne apodrecessem.
Enquanto Sakyamuni meditava sob uma árvore, uma luz começa a brilhar no meio de sua testa. Mara, O Grande Mal, estremeceu: ele sabia que seu poder para desvirtuar a humanidade estava ameaçado. Durante a noite, muitas distrações surgiram, sede, luxuria, descontentamento e distrações de prazer. E ao longo de Sua concentração meditativa, Ele foi tomado por visões de incontáveis exércitos atacando-O com as mais terríveis armas. Mara enviara um exército de demônios para destruí-lo. Mas por causa de Sua meditação indestrutiva Ele pode converter negatividade em harmonia e pureza, as flechas lançadas se transformaram em flores. Algumas filhas de Mara apareceram, como belíssimas mulheres, para distraí-lo ou seduzí-lo. Outros assumiram formas de animais ferozes. Mas seus rosnados, ameaças e qualquer outra tentativa foram em vão para tirar Sakyamuni de sua meditação. e quando estas outras visões e distrações surgiram, com a estabilidade de Sua meditação, Ele permaneceu imóvel. Sentado em um estado de total absorção Ele alcança todos os graus de realização incluindo total onisciência, adquirindo o conhecimento de todo o Seu ciclo de mortes e renascimentos.
A terra tremeu e uma chuva caiu de um céu totalmente sem nuvens em resposta à Sua sua suprema conquista. Com o amanhecer Ele se levantou como Buda ou "O Iluminado", numa noite de lua cheia, com a idade de 35 anos. A partir deste dia, esta árvore ficou conhecida como a árvore Boddhi, a árvore da Iluminação. E, como ele estava sozinho com ninguém para testemunhar este momento glorioso, ele chama a própria terra como testemunha tocando o chão com a ponta dos dedos da mão direita num gesto chamado de Bhumisparsa.
Seus desejos e sofrimentos haviam terminado e como Buda Ele experienciou o Nirvana. e assim disse: "Existe uma esfera onde não é terra, nem água, nem fogo, nem ar... que não é nem este mundo e nem outro, nem sol e nem lua. Eu nego que esteja vindo ou indo, que permanece e que seja morte ou nascimento. É simplesmente o fim do sofrimento".
Nos quarenta e nove dias seguintes à sua iluminação, o Buda permaneceu em silêncio, evitando falar pois os outros jamais compreenderiam a natureza de Sua experiência. Eventualmente alguns seres dos reinos dos deuses requisitavam o Buda para ensinar a todos que eram capazes de compreender em resposta à seus pedidos. Ele foi para Benares onde Seus antigos companheiros estavam, no Deer Park. Quando eles O viram à distância, eles fizeram piadas, determinados a desmerecê-lo, mas à medida que Ele se aproximava todos eles viram a Sua forma radiante, e aí naturalmente o trataram com respeito. Quando eles O inquiriram por ensinamentos Ele começou a expor o Dharma. Estes ensinamentos foram chamados de O Sermão do Deer Park ou "Acionando a Roda da Doutrina" onde revelou que Ele havia se tornado um Buda, e descreveu os prazeres que havia conhecido como um príncipe e a vida de austeridade que havia praticado como asceta. E que nenhum destes era o verdadeiro caminho para o Nirvana. O verdadeiro caminho era o Caminho do Meio que o mantém livre e distante dos extremos.
"Satisfazer as necessidades da vida não é mal...Manter o corpo com saúde é um dever, porque de outra forma não poderemos manter a chama da sabedoria e a nossa mente forte e clara".
Durante 49 anos, até a idade de 80 anos, ele ensinou o Dharma que consistia nas "Quatro Verdades Nobres" e o "Caminho de Oito Passos", num esforço para ajudar outros seres a alcançar a iluminação. Numa de suas peregrinações, ele caiu terrivelmente enfermo após ter comido uma refeição oferecida por um ferreiro chamado Cuanda.
Já debilitado, viajou para Kushinagara onde se deitou sobre seu lado direito para descansar. Buda diz a Ananda: "Eu estou velho e o fim de minha jornada está próximo. Meu corpo é como um carro velho mantido junto com a ajuda de tiras de couro."E finalmente disse:" Tudo que foi criado está sujeito a deteriorar e morrer. Tudo é transitório. Trabalhem suas próprias salvação com diligência". Depois de passar por vários estados de meditação, Buda morreu alcançando o Parinirvana (o cessar da percepção e da sensação.



Nitiren Daishonin nasceu em 16 de fevereiro de 1222, na vila de Kominato, Província de Awa, na atual Província de Tiba. Ao contrário de Sakyamuni, que foi filho de rei, os pais de Nitiren Daishonin eram pescadores. Naquela época, os pescadores e caçadores eram desprezados porque sua sobrevivência envolvia tirar a vida. As circunstâncias de seu nascimento são muito significativas, pois indicam o princípio budista da igualdade máxima de todas as pessoas, independentemente de sua posição social ou de outros critérios superficiais.

Ele recebeu o nome de Zenniti-maro e viveu na vila de pescadores até 1233, quando, aos doze anos1, deixou o lar para estudar o budismo e outros ensinos seculares em um templo próximo de onde morava, chamado Seityo2.

Em seus estudos, percebeu várias contradições entre os ensinos budistas; também determinou encontrar uma resposta para os problemas da transitoriedade da vida humana, com a qual estava profundamente preocupado. Nessa época, orava diante de uma estátua do Bodhisattva Kokuzo (Repositório do Espaço) consagrada no templo Seityo para se tornar o homem mais sábio do Japão. Graças a essas orações, obteve uma “jóia da sabedoria” que posteriormente possibilitou-lhe compreender a essência de todos os sutras. Após muito estudo e contemplação, compreendeu a natureza da realidade máxima da vida e do Universo. Considerando seu despertar como ponto de partida, determinou prosseguir nos estudos para apresentar suas idéias de forma sistemática.

Em 1237, tornou-se sacerdote budista e adotou o nome Zesho-bo Rentyo. Em 1242, após ter passado alguns anos em Kamakura — o centro do governo japonês na época — para dar prosseguimento aos seus estudos, retornou para o templo Seityo. Sentindo uma urgente necessidade de continuar os estudos, no mesmo ano partiu para Quioto e Nara, os dois centros do budismo tradicional no Japão. Permaneceu ali até 1253, quando sentiu ter descoberto o que buscava havia tanto tempo: provas documentais irrefutáveis de que as doutrinas de várias seitas não se baseiam de fato nos ensinos do fundador do budismo e que os verdadeiros ensinos do budismo são encontrados apenas no Sutra de Lótus.

Retornando ao templo Seityo, convicto de que havia chegado a época de revelar suas descobertas aos outros, Nitiren recitou o Nam--myoho-rengue-kyo pela primeira vez na manhã de 28 de abril de 1253 — apresentando dessa forma a toda a humanidade, a todas as gerações vindouras, o caminho direto para a iluminação. Ele declarou então que nenhum dos ensinos pré-Sutra de Lótus revelavam a iluminação do Buda e que todas as seitas budistas que se baseavam nesses ensinos eram desencaminhadoras. Adotou também o nome Nitiren.

Niti, de Nitiren, significa o sol ou a luz lançada pela sabedoria de Nitiren Daishonin a todo o mundo para eliminar a obscuridão que aflige a humanidade. Ren significa lótus e indica que Nitiren Daishonin apareceu no mundo corrupto e dominado pela discórdia para fazer com que as belas e puras flores da sabedoria e da cultura desabrochassem no coração perturbado de todas as pessoas. Ren também significa a lei de causa e efeito que atua nas profundezas da vida. E faz parte do título do Sutra de Lótus, Myoho-rengue-kyo.

Tendo fundado os verdadeiros ensinos do budismo e iniciado sua propagação, Daishonin encontrou as mais duras perseguições, tanto das seitas budistas populares daquela época como das autoridades governamentais, que protegiam essas seitas e confiavam em suas orações para que findassem os contínuos desastres naturais que ocorriam naquele período.

Nitiren Daishonin passou mais de duas décadas ensinando às pessoas sobre o budismo e advertindo o governo — para que os líderes levassem a paz à nação aceitando os verdadeiros ensinos do budismo. Durante esse período, ele sobreviveu a dois exílios, uma tentativa de execução, uma emboscada e numerosas tentativas de colocarem-no em descrédito. Por fim, em 12 de maio de 1274, Nitiren Daishonin deixou Kamakura e partiu para um local remoto no Monte Minobu onde deu continuidade ao estágio final de suas atividades.

Nesse local, Nitiren Daishonin inscreveu em 1279 o Daiohonzon — o objeto de devoção para toda a humanidade. Já nessa época, havia discípulos e seguidores desejando arriscar a vida para abraçarem e propagarem o Nam-myoho-rengue-kyo. Ele estava convicto de que aqueles crentes decididos protegeriam seu ensino para toda a posteridade.

Três anos depois, na manhã do dia 13 de outubro de 1282, Nitiren Daishonin faleceu pacificamente na residência de um seguidor onde hoje se localiza a cidade de Tóquio.

Podemos definir seu papel na corrente do pensamento e da história budista da seguinte forma: Nitiren Daishonin foi o Buda que despertou para a verdade suprema da vida desde o infinito passado; isso aconteceu em um passado incalculavelmente distante antes de o Buda Sakyamuni ter atingido sua iluminação no passado longínquo chamado Gohyaku-Jintengo. Nitiren Daishonin definiu essa verdade como Nam-myoho-rengue-kyo e incorporou-a no Gohonzon.

O Sutra de Lótus prediz que quando chegassem os Últimos Dias da Lei, os Bodhisattvas da Terra apareceriam para levar a salvação a toda a humanidade. Jogyo, o líder desses bodhisattvas, é Nitiren Daishonin.

Por ter atingido a iluminação por si só — com sua própria compreensão — e por ter revelado a verdade fundamental da vida, Nitiren Daishonin é chamado de Buda original. E pelo fato de ter manifestado a benevolência própria a um bodhisattva ao propagar o ensino máximo do budismo na sociedade, levando as pessoas à iluminação, ele é identificado como Bodhisattva Jogyo.
 

domingo, 26 de agosto de 2012

..ATENÇÃO FUNCIONÁRIOS DA NAJA CZARINA GERENTA ,PRESIDENTA E BONECA INFLÁVEL DE LULA DILMA VANA ROUSSEFF... QUEM SOFREU OU SOFRE COM O ASSÉDIO MORAL DA CZARINA DILMA FAVOR MANDAR O VÍDEO PARA MEU EMAIL klauzmarat@hotmail.com MANTENHO O SIGILO ABSOLUTO DO FUNCIONÁRIO..A CZARINA PRESIDENTA GERENTA DOS QUINTOS DOS INFERNOS E OS GREVISTAS..Greves graves - ANIMATUNES

ATENÇÃO FUNCIONÁRIOS
 DA NAJA CZARINA
 GERENTA
PRESIDENTA E BONECA INFLÁVEL DE LULA DILMA VANA ROUSSEFF...
QUEM SOFREU OU SOFRE COM O ASSÉDIO MORAL DA CZARINA DILMA
FAVOR MANDAR O VÍDEO PARA MEU EMAIL klauzmarat@hotmail.com
MANTENHO O SIGÍLO ABSOLUTO DO FUNCIONÁRIO.



.VEJAM NO FACEBOOK MOVIMENTO NEUCIMAR FRAGA NUNCA MAIS

RELÁTÓRIO



POR ADALBERTO ROLON...
RESULTADO DO FORUM DO BUDISMO NITIREN SOKA GAKKAI E CONCEIÇÃO DA BARRA:
Objetivos:
1)- Sucesso total da atividade em Conceição da Barra, atividade sem acidente e incidente. 
2)- Concessão do Titulo de cidadão Espirito Santense na Assembleia Legislativa.
3)- Pelas pessoas doentes e enfermas
 em nossa Organização.
4)- 100% de participação na atividade do Kofu até dia 24 de agosto (dia aniversario da conversão do Pres. Ikeda)
Tomando como referencia: Todos os tipos de atividades da Gakkai visam ao desenvolvimento de seus membros na pratica da fé e ao avanço do Kossen-rufu. Perdendo de vista esses pontos fundamentais perde-se tambem o proposito de promover as atividades. (NRH Vol 8, 145)
Estrategia:
Realizar 450 horas de Daimoku entre todos lideres de Bloco e Acima no Distrito.
Realizar 90 visitas familiar entre todos lideres de Bloco e acima no Distrito.
Resultado final:
545 horas de Daimoku
57 visitas familiares
Gostaria de parabenizar a todos os lideres de nossa organização que incentivaram a pessoas, e que realizaram uma maravilhosa luta.
Todas as atividades foram realizadas com excelente organização, onde absolutamente todas pessoas que participaram ficaram renovados e motivados por tudo que aconteceu.
Temos um Bloco da Comunidade Ponta da Fruta que atingiu 100% de participação do Kofu.
Foi uma grandiosa atividade o recebimento do titulo pelo Pres. Ikeda na Assembleia Legislativa.
Hoje continuamos intensificando nossa pratica para apoiar todas as pessoas que se encontram enfermas em toda nossa Organização
Parabens a todos lideres do nosso Distrito.

Forte Abraço a Todos

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Brasil não é para principiantes...FONTE EL PAIS...ESPAÑA




O Brasil não é para principiantes

Os preços são acionados sempre que houver um evento no Rio de Janeiro

Se você pretende visitar o Brasil em 2014 para marcar a Copa do Mundo, organizou a viagem o mais cedo possível e salve-se o choque.O padrão deu em junho passado a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio +20. Durante esses dias, a indústria hoteleira do Rio deu sinais inequívocos de que está sendo mal preparada para receber os eventos por vir (2014 Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016, além de uma visita papal e uma Copa das Confederações em 2013). É do conhecimento comum que a maioria dos hotéis da cidade turística do Brasil oferece um bom valor: que muitas vezes provoca espanto que algumas instalações modernas mal conservados e ser cobrado o preço dos melhores hotéis capitais europeias.
O problema é que para além dos preços exorbitantes, oportunismo é a ordem do dia. Apenas algumas semanas do conclave global recente (viajou para o Rio mais de cem chefes de Estado e de Governo em suas respectivas delegações, que, juntamente com organizações convidadas, empresários e jornalistas, totalizaram cerca de 50.000 visitantes) confirmou a existência um sinal de hospitalidade quando ele quer ser convertidos para o Rio de Janeiro, em um dos destinos turísticos mais populares do mundo.

Todo mundo quer aproveitar o bom momento que a cidade
O governo brasileiro teve de intervir agressivamente para desfazer os termos de um concurso vencido pela Terramar operador turístico na prática significava um monopólio sobre a venda de quartos de hotel na cidade durante os dias do evento. O resultado do concurso público questionável foi que um quarto de hotel padrão cinco estrelas cobrado uma média de 750 euros por noite ... com uma reserva mínima de 10 noites! É quando a bomba explodiu e da delegação do Parlamento Europeu, entre outros, ameaçou não participar da cúpula se o Executivo não tomou Brasília na matéria.
A ação do governo para retirar o quiosque de Earthsea (que exercem um mero intermediário embolsou uma comissão de 25% por noite vendido) provocou uma queda das taxas automáticos para níveis mais ou menos digestível (embora ainda muito alta).

Há muito a mudar, tendo em vista a Copa do Mundo e as Olimpíadas
O aumento louco dos preços dos hotéis quando os eventos de assistência maciços próximos é simplesmente um reflexo de câncer disseminado na capital turística do Brasil: todo mundo quer aproveitar o bom momento que a imagem da cidade Rio como o novo hot spot do planeta, da metrópole e paraíso tropical de uma beleza indescritível, onde muitos gostariam de viver. Eu verifiquei no outro dia à procura de um novo lar. O agente imobiliário disse-me um preço e quando visitei o local, o proprietário percebeu o meu sotaque estrangeiro. Ao longo do caminho queria aumentar o meu valor de 20% anteriormente dado pelo agente. E quando eu perguntei a razão que eu tenho esta resposta: "Cara, os preços no Rio de Janeiro a cada dia." O renomado compositor Tom Jobim tinha uma frase extraordinária para explicar essas situações: "O Brasil não é para principiantes."

COMENTÁRIOS

Mientras tanto en la Folha de Sao Paulo de ayer: "O folheto distribuído ainda no hotel avisa aos turistas: não compre nada de vendedores ambulantes, não solicite serviço de prostitutas, não consuma álcool nem urine na rua, não durma na praia, não ande de skate nem sem camisa pela cidade, não piche muros.Não são recomendações, mas proibições, com multas de até € 3.000 (R$ 7.500). E fazem parte de um "choque de ordem" que a prefeitura de Barcelona vem implantando desde o início do ano. Duas décadas depois de sediar a Olimpíada, Barcelona não conseguiu conter problemas de desordem urbana. A cidade virou rota de tráfico de drogas, prostituição e se tornou campeã de roubos e furtos a pedestres na Europa, com 11 mil casos a cada mês --no Rio, a Secretaria da Segurança contabilizou 2.219 em junho.

VEJAM


 Se o Pan foi assim, a Copa do Mundo no Brasil será uma festa para os corruptos... Vou te dar um dado assustador. A presidente Dilma havia afirmado quando assumiu que a Copa custaria R$ 42 bilhões. Já está em R$ 72 bilhões. E ninguém sabe onde os gastos vão parar. Ningúem. Com exceção de São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul e olhe lá...Pernambuco... Todas as outras sete arenas não terão o uso constante. E não havia nem a necessidade de serem construídas. Eu vi onze das doze... Estive em onze sedes da Copa e posso afirmar sem medo. Tem muita coisa errada. E de propósito para beneficiar poucas pessoas. Por que o Brasil teve de fazer 12 sedes e não oito como sempre acontecia nos outros países? Basta pensar. Quem se beneficia com tantas arenas construídas que servirão apenas para três jogos da Copa? É revoltante. Não há a mínima coerência na organização da Copa no Brasil.

Dia do Basta à Corrupção - 07/09/2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

NEWS FROM BRASIL..A República dos Fidalgos cercada pela ralé — nós todos!


A República dos Fidalgos cercada pela ralé — nós todos!
Por: Reinaldo Azevedo
 
Vejam este quadro do francês Jean-Baptiste Debret, que retratou o Brasil do começo do século 19.

Olhem ali o escravo a proteger do sol o nhonhô que faz xixi na rua.

Os “donos do poder”, para lembrar o livro de Raymundo Faoro, evocado por Roberto Gurgel na sua denúncia, continuam a fazer xixi, agora sobre a República e a Constituição.

E os escravos somos nós, os pagadores de impostos do país dos fidalgos.

Recebi muitos pedidos para que escreva algo sobre o post publicado na madrugada de sábado pelo jornalista Ricardo Noblat em seu blog, relatando um episódio estupefaciente.

Saía ele de uma festa, em Brasília, quando, disse, foi colhido por uma metralhadora de impropérios disparados por ninguém menos do que José Antonio Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal, membro de um colegiado que distingue apenas 11 pessoas na República.

O ministro estaria descontente com uma opinião expressa por Noblat, que também havia defendido que ele se declarasse impedido de participar do julgamento. Reproduz o jornalista as palavras que teriam sido ditas pelo ministro (em vermelho):

— Esse rapaz é um canalha, um filho da puta.
Repetiu “filho da puta” pelo menos cinco vezes. E foi adiante:
— Ele só fala mal de mim. Quero que ele se foda. Eu me preparei muito mais do que ele para chegar a ministro do Supremo. 


Comentar o quê?

Divirjo de Noblat em muitas escolhas. Quando se trata de coisa relevante, digo aqui a razão. Mas pergunto: por que motivo inventaria uma história cabeluda como essa? O jornalismo petralha definiu os seus inimigos de estimação, não é? Aqueles que estariam sempre, segundo seus delírios, perseguindo os heróis petistas. Noblat não está entre os alvos fixos da turma. José Dirceu, se não me engano, é colunista do seu blog — Toffoli também teria se referido a esse fato com esta fala:

— O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia, esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei. 


Tendo acontecido assim, vê-se um Toffoli tomando, de público, as dores de Zé Dirceu.

Brasília promíscua
Trabalhei em Brasília em 1996. Detesto sair de casa, mas fui a algumas poucas festas — poucas: minha filha mais velha tinha acabado de completar um ano, e minha mulher estava grávida da segunda; preferia ficar com elas. Já então estranhava o que chamei de “promiscuidade brasiliense”.

Não havia beberagem no Planalto Central que não juntasse jornalistas, deputados, senadores, ministros, quadros da burocracia… Desenvolvi, desde aquela época, tese que tenho até hoje: houvesse no Brasil tabloides de modelo inglês, a República cairia. E não seria necessário praticar nenhuma das delinquências do “News of the World”. Se querem saber, o Brasil seria muito mais saudável. Quantas vezes se viram e se veem respeitáveis autoridades a sair carregadas de restaurantes da moda, entupidas de álcool, sem que se tenha publicado uma miserável nota nos jornais? Por que não? Ah, isso tudo é vida privada!

Uma ova!!! O jornalismo brasiliense desenvolveu uma gigantesca tolerância para desvios de conduta de homens públicos. O pior é que isso está ligado, lá vou eu, ao “fontismo”. Faz parte da camaradagem. Jornalista que decidir contar o que viu nessas festas ou nesses convescotes sabe que está marcado. Ninguém mais vai querer falar com ele — e pode ser alvo de críticas dos próprios colegas.

Noblat não teria escrito nada sobre a festa não fossem as ofensas de que foi alvo. Tratava-se, segundo fiquei sabendo, de um encontro na casa de Fernando Neves, ex-ministro do TSE. O blogueiro do Globo não era o único jornalista. Havia outros. Toffoli não era a única autoridade. Havia outras. Lá estava Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos advogados de defesa do mensalão — dos mais estrelados —, em processo no qual Toffoli é… juiz!

“É assim no mundo inteiro, Reinaldo!” Não! Errado! NÃO É ASSIM NO MUNDO INTEIRO! Não no mundo democrático. Lamento! Esses eventos reúnem todas as características da antiga corte, que separava os fidalgos — ainda que pudesse ter suas divergências — da ralé.

Testemunho
Enviaram-me há pouco uma mensagem — não sei se é comentário publicado no blog de Noblat ou carta aberta; pouco importa — em que um rapaz chamado Eduardo Pertence contesta as informações publicadas pelo jornalista. Vale a pena ler. É um mimo e um emblema do que estou dizendo aqui.

“Caro Noblat,
Aprendi a lhe respeitar e admirar desde criança, por consequência do meu pai, Sepúlveda Pertence, seu amigo e admirador.
Contudo, não posso deixar de demonstrar meu espanto com essa leviana notícia. Estava eu, junto ao meu pai, nessa mesma festa. Você foi recebido na mesa dela, com todas as loas e elogios.
Fiquei na festa até o final, chegando a acompanhar o Min. Toffoli até o seu carro, quando ele foi embora. Afirmo não ter presenciado nada parecido com o que você noticiou aqui.
Não vi, nem ouvi dele, nada assemelhado as loucuras aqui publicadas. De minha parte, testemunho que isso não houve. De sua parte, espero que o Mensalão não esteja alterando sua noção de realidade.
Continue, fora isso, sendo o grande e admirável jornalista que sempre foi. Com respeito, mas espanto.
Eduardo Pertence.” 

Comento
Sendo verdadeira essa mensagem (refiro-me à origem do texto, não ao seu conteúdo), noto a ligeireza com que o filho evoca o nome do pai para demonstrar que, no fim das contas, todos pertencem à mesma grei: à dos homens incomuns. Noblat é tratado como aquele que é recebido à mesa — afinal, jornalistas gozam da fidalguia por uma espécie de tolerância, não de mérito de berço, né? — e que acabou traindo a confiança da turma. Eduardo Pertence assegura que o fato não se deu (se ele fala a verdade, Noblat seria o quê?), mas expressa seu respeito ao outro, que segue sendo uma pessoa admirável, embora, segundo ele, minta um pouquinho… O que Eduardo tem de seu para asseverar que o outro falta com a verdade? O nome “Pertence” e o fato de conhecer o blogueiro desde criança…

Ah, sim, para quem não lembra: Sepúlveda Pertence é ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e é o atual presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Fidalgo quer dizer “filho de algo”. Se estudarem a origem espanhola da expressão, chegarão a “hi d’algo”, que designava “home de dinheiro”, por oposição ao Zé Ninguém, ao despossuído.

Eu estou entre aqueles que consideram que um dos males de Brasília — apenas um deles — é ter criado uma ilha da fantasia que protege do povo os fidalgos. O poder público se tornou algo a ser compartilhado entre “os iguais” na fidalguia. Os “diferentes” ficam na periferia: literalmente, o resto do Brasil.

Estou entre aqueles que acham que deputados, senadores, ministros de estado, ministros do Supremo, autores em geral perdem boa parte do direito que os homens comuns têm à chamada “vida privada”. Eu até poderia encher a cara e dar vexame na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé — embora nunca o tenha feito, que me lembre ao menos… Isso não é nem deve ser notícia. Não carrego a força de uma representação. Não recebo dinheiro público para ser um homem exemplar. Não disponho dos instrumentos de qualquer dos Três Poderes da República.

Autoridades da República têm de saber se portar — e, por óbvio, saber beber. Aliás, como regra geral, todos deveriam ter um norte ético: “Se beber, não xingue ninguém”.

E fica aqui um convite aos coleguinhas de Brasília: comecem a contar tudo o que vocês veem em festas e restaurantes. Terá um poder saneador da República maior do que CPIs e julgamentos do Supremo.

PS – Ah, sim: Nelson Jobim também estava lá. Mas é inútil perguntar se ele viu alguma coisa.

Taxas de homicidios envolvendo adolescentes no Es é pqna???
O que está acontecendo com o governador que se cala quanto a segurança pública inesficiente, que só na Pm são 3000 a menos que o efetivo necessario para dar segurança ao povo?...é o governador ou éh o próprio povo que se cala e não cobra?


A situação da educação no Brasil é das mais frágeis, em todos seus níveis. a edu
cação básica está em frangalhos,não precisamos ir muito longe, na nossa própria comunidade evidencia tal problema. Violência,descaso com os profissionais da educação,greves frequentes e demais são reflexo de uma gestão que preocupa-se apenas com o desenvolvimento econômico, deixando de lado o desenvolvimento humano.

A greve das universidades demonstra hoje um descaso escrachado,o governo federal que deveria planejar-se finge que nada ocorre,esse mesmo que disse a quem quisesse ouvir que toda revolução deve passar pela educação.Onde isso esta acontecendo? Onde ha essa preocupação?

domingo, 12 de agosto de 2012

AS ULTIMAS NOTICIAS DA CÔRTE TUPINIKIM DOS QUINTOS DOS INFERNOS


11/08/2012
 às 6:09

LEIAM ABAIXO

— Dilma quer o ITA fora do sistema de cotas que ela deve aprovar. A picaretagem intelectual está comprovada! Qual é a tese, presidente? Seria só covardia?;
— Governanta, até quando o ITA e o IME continuarão a ser redutos da competência de direita? É preciso levar pra lá a incompetência generosa das esquerdas!;
— Dilma tenta isolar centrais e negociar diretamente com servidores;
— Servidores prometem intensificar greves na semana que vem para pressionar governo;
— Ação civil pede bloqueio dos bens do ministro Pimentel;
— Ofereço este documento ao Supremo: o dia em que Zé Dirceu confessou! Podem agregar aos autos! Foi dado o direito ao contraditório! É ele próprio falando!;
— Produtores rurais batem recorde na produção de grãos plantando em área que corresponde à metade das reservas indígenas, onde só se produz mistificação! Ou: 13% do território brasileiro para 0,26% da população;
— É, leitor, cada vez mais, o bom negócio é ser índio. Comece a pensar no assunto;
— Cotas sociais e raciais nas universidades chegam à fase da estupidez absoluta. Dilma vai endossar um crime contra a educação e contra os pobres. — Algumas polianas do cotismo agora se assustam. É mesmo, é? STF responde em parte por absurdo!;
— Fazendo perguntas regimentais, objetivas e técnicas, Joaquim Barbosa desmonta defesa de Pizzolato e, se querem saber, complica a situação de muitos outros réus. Vejam por quê;
— Advogado de Dirceu, que usou apenas 45 minutos dos 60 que tinha, entrega um novo texto ao Supremo insistindo na inocência do cliente;
— Uau! Eu anuncio a existência de uma professora jovem, inteligente, independente e da USP!!!:
— A greve dos servidores e o recado do PT sindical a Dilma;
— Fernando Haddad, o irresponsável! Ou: Baixaria chega junto com Lula;
— Homofobia, antissemitismo, vigarice política e burrice pura e simplesmente
Por Reinaldo Azevedo
11/08/2012
 às 5:57

Dilma quer o ITA fora do sistema de cotas que ela deve aprovar. A picaretagem intelectual está comprovada! Qual é a tese, presidente? Seria só covardia?

Publiquei na noite de quinta um primeiro texto sobre o absurda lei que institui cotas sociais e raciais de 50% nas instituições federais de ensino. Para quem não leu, o link está aqui. Mantenho no alto da home os dois outros posts que escrevi a respeito na noite de ontem. O absurdo, afinal, é ainda maior do que parecia inicialmente. 
*
Ai, ai…
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, o famoso ITA, é uma das escolas mais seletivas do país. Não por acaso. O Brasil avançou bastante nessa área, e muito se deve, sim, ao ITA, que valoriza de modo obsessivo o mérito. Trata-se de uma instituição federal. Como tal, deveria, então, reservar 50% de suas vagas a alunos das escolas públicas — segundo a lei que Dilma quer sancionar —, metade das quais para alunos que pertençam a famílias cuja renda per capita é de até 1,5 salário mínimo. Tanto esses 25% de vagas quanto os outros têm de ser preenchidos segundo a cor da pele do estado em que a escola se encontra. O ITA fica em São José dos Campos, São Paulo. Segundo o Censo de 2010, o estado tem 41.262.199 habitantes. Do total, 63,9% se autodeclaram brancos, 29% se dizem pardos e 5,5 se dizem negros.
Durante a tramitação da lei, o Ministério da Defesa, ao qual o ITA (que é da Aeronáutica) é administrativamente ligado, deu um jeitinho de negociar o texto (íntegra aqui). Estarão sujeitas às cotas apenas as instituições de ensino “vinculadas ao Ministério da Educação”. Ocorre que o ITA, lamento, é vinculado, sim, ao MEC — ou não é esse ministério que dá fé aos diplomas lá expedidos?
É agora? O ITA conta, sim, com alunos oriundos do ensino público: 30% estudaram em escolas estaduais, e 7,3%, em federais. Mas passaram no concorridíssimo vestibular da instituição — QUE TAMBÉM NÃO USA O ENEM PARA ADMITIR ALUNOS, A EXEMPLO DO QUE FAZEM AS UNIVERSIDADES FEDERAIS.
Se faltasse alguma coisa para evidenciar a má-fé, a pilantragem intelectual e a demagogia da lei, já não falta mais nada. O próprio governo Dilma Rousseff, que quer instituir esse aloprado regime de cotas sociais e raciais nas universidades federais, na proporção estratosférica de 50% das vagas — ignorando até mesmo a nota do Enem (serão usadas as médias obtidas no segundo grau) —, está a dizer: “Ah, gente, no curso que consideramos realmente sério e importante, o do ITA, não vamos mexer; continuará com o seu vestibular de sempre. Afinal, engenharia aeronáutica é coisa muito complicada!”.
É inacreditável! Essa estupidez passou pela Câmara. Essa estupidez passou pelo Senado! Parlamentares hoje se borram de medo dos ditos “movimentos sociais” e mesmo de setores engajados da imprensa. Elio Gaspari deveria, agora, oferecer uma resposta no caso do ITA. E aí?
Porque recebe alguns dos alunos mais preparados do país — e, infelizmente, há mais candidatos do que vagas —, o ITA pode ministrar um curso de alta performance. A coisa por lá é tensa no que respeita ao desempenho intelectual. E assim é nos centros tecnológicos mais avançados do mundo. Ao ITA, recebendo, por óbvio, alunos muitos menos preparados, restaria, caso aderisse ao modelo, uma de duas alternativas:
a) rebaixar o seu padrão de exigência, o que significaria, por óbvio, queda da qualidade num tempo muito curto e migração das melhores cabeças, então, para cursos privados de alta performance — existem;
b) manter o seu padrão de exigência e excluir, na prática, logo no primeiro ano, os menos preparados. A escola manteria a excelência, mas formaria menos engenheiros aeronáuticos.
Escolha, Gaspari: formar o atual número de bons engenheiros, formar o mesmo número de engenheiros mais ou menos; formar menos engenheiros preparados. Qual a melhor alternativa, visto o mundo à luz daquela sua teoria da luta de classes, relida à luz dos Elevadores Atlas (andar de cima, andar de baixo…)? 
E tudo para atender a esse aloprado critério de “justiça social e racial”, que delegou às universidades públicas o papel de acabar com as desigualdades. Ainda que Dilma venha a sancionar aquela porcaria, o ITA deve ficar de fora, o que denuncia a desfaçatez da proposta.
Por que há de valer para os demais cursos do país o que não vai valer para o ITA? Só porque, administrativamente, ele está subordinado à Defesa? É medo da farda? Dona Dilma Rousseff tem certeza de que 25% das vagas do curso de Medicina da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), um dos mais concorridos do país, devem ser ocupadas por estudantes oriundos do ensino público e de famílias com renda per capita de até 1,5 mínimo? Mas atenção: nesse grupo, 29% têm de ser pardos, e 5,5% negros. Na hipótese de haver mais gente do que vagas, aí se recorre à nota (não ao Enem, reitero!) que eles tiveram no ensino médio. Quem pegou a escola mais chulé, que exigia menos, sai na frente.  É o milagre da seleção dos menos aptos. Pergunta óbvia: um aluno com esse perfil, fazendo um curso em tempo integral, vai se sustentar como? Tem de morar, comer, se vestir, tomar um Chicabon de vez em quando…
“Ah, Reinaldo quer perpetuar a desigualdade!”, diz o idiota. O idiota, por alguma razão, se considera mais humanista do que eu! Não! Reinaldo acha — e eu sei que demora! — que é preciso qualificar a escola pública para dar aos mais pobres condições de competir. E acha, adicionalmente, que mesmo as universidades públicas precisam cobrar mensalidade de quem pode pagar, ora essa! Não! Eu não quero me conformar com o quadro atual e pronto! E qual é ele? Na média, os ricos estão em cursos gratuitos de alta performance, e os pobres estão pagando (ou o ProUni paga por eles) para estudar em faculdades de terceira ou quarta linha — lá onde só se usam cuspe e giz — e olhem lá.
É claro que é preciso pensar políticas públicas que mudem essa situação. Para tanto, não é necessário destruir o ensino público federal com a vigarice política, a má-fé intelectual e a demagogia arreganhada!
Ou o ITA participa dessa patuscada — e aí quero ver o resultado —, ou a pilantragem está consumada, senhora Dilma Rousseff, senhor ministro Aloizio Mercadante!
Vocês estão onde estão também para contrariar a militância organizada quando suas reivindicações atentam contra os interesses do povo brasileiro. E é o caso. Deixem de ser covardes!
Texto originalmente publicado às 20h36 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo
11/08/2012
 às 5:41

Governanta, até quando o ITA e o IME continuarão a ser redutos da competência de direita? É preciso levar pra lá a incompetência generosa das esquerdas!

Ah, sim: também o IME (Instituto Militar de Engenharia), que pertence ao Exército, está fora do regime de cotas, segundo os mesmos critérios que vai excluir o ITA (ver post anterior).
A propósito, o IME também não recorre ao Enem e a outros facilitários, não, tá? Quem quiser se candidatar tem mesmo é de fazer vestibular. Os interessados devem clicar aqui. As inscrições foram abertas no dia 16 de julho e vão até 3 de setembro. A primeira fase será realizada no dia 15 de outubro. O IME chama a seleção de “Exame Intelectual”. Daqui a pouco, alguém no governo vai pedir para mudar o nome porque cheira a preconceito, né?
No post anterior, esqueci de publicar o link para quem quiser concorrer ao vestibular do ITA. Está aqui. A propósito: as inscrições foram abertas nesta sexta e se estendem até o dia 15. As provas já estão com datas marcadas: 11/12 (física); 12/12 (português e inglês); 13/12 (matemática); 14/12 (química). O ITA informa que a nota final é definida mesmo pela média aritmética das várias provas. Nada daquelas charadas gregas do Enem. Uma parte é teste, a outra é dissertativa.
O IME e o ITA, em suma, assumiram um estranho critério para selecionar seus alunos. São tão esquisitos, mas tão esquisitos, que, por lá, eles consideram que sabe quem sabe e não sabe quem não sabe!!! Na hora de escolher entre os que sabem, são ainda mais estranhos: ficam com os que sabem… mais!!! A nota de corte no ITA, no vestibular passado, numa escala de zero a 10, foi de 7,05! É muita injustiça çoçial, né, governanta?
Pô, o ITA e o IME ficam formando engenheiros competentes em vez de produzir igualdade? Isso precisa acabar! Eles deveriam é formar prosélitos da justiça social, ainda que os aviões despencassem, as pontes caíssem, o país afundasse.
O ITA e o IME não podem continuar a ser esses redutos de competência “de direita”, dona Dilma! É preciso levar pra lá a metafísica da incompetência de esquerda, mas com um graaande coração! Afinal, quem a matemática pensa que é para desafiar as boas intenções, governanta?
texto originalmente publicado às 21h49 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo
11/08/2012
 às 5:29

Dilma tenta isolar centrais e negociar diretamente com servidores

Por João Domingos, no Estadão:Pressionada pela série de paralisações pelo País, a presidente Dilma Rousseff pretende isolar a CUT e outras centrais que comandam as greves em 30 setores do governo federal com as negociações em separado com os servidores.
A estratégia é neutralizar o poder de mobilização das entidades.Dentro do governo, as informações de bastidores são de que a presidente está muito irritada com a CUT, braço sindical do PT, por entender que, de todas as entidades representativas de trabalhadores, deveria ser a primeira a compreender o momento de crise econômica mundial e a queda na arrecadação de impostos.
A CUT, porém, “fugiu do controle”, na avaliação de integrantes do governo. A central sindical é ligada à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), um dos principais pilares da greve. A entidade tem entre seus associados os sindicatos de servidores federais e os que controlam as grandes agências reguladoras.
No caso dos professores e servidores universitários, os primeiros a entrar em greve, ainda em maio, a central que comanda a mobilização é a Conlutas, controlada pelo PSTU e pelo PSOL, partidos de oposição a Dilma.
Por Reinaldo Azevedo
11/08/2012
 às 5:27

Servidores prometem intensificar greves na semana que vem para pressionar governo

No Globo:
Os movimentos de greve do funcionalismo público que se espalham pelo país já atingem em cheio setores-chave da economia, afetando do comércio exterior à arrecadação de impostos, passando pela emissão de passaportes e o trânsito de passageiros nos aeroportos. Depois dos repetidos recados da equipe econômica de que não será possível ceder aos pedidos dos grevistas, os servidores públicos federais decidiram enfrentar a presidente Dilma Rousseff e avisaram que vão radicalizar na próxima semana, com manifestações ainda maiores.
Preocupados com o prazo para o envio da proposta orçamentária ao Congresso Nacional (31 de agosto), os servidores vão montar acampamento na terça-feira em frente à Catedral de Brasília e, na quarta, prometem parar a Esplanada dos Ministérios. Na segunda-feira, a agenda da presidente abre com uma reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, sobre as greves.
Só a paralisação dos funcionários do Ministério da Agricultura, que começou na segunda-feira, pode ter um impacto de US$ 10 bilhões por mês sobre as exportações, segundo dados elaborados pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) a pedido do GLOBO. Antes mesmo da greve, o mercado já previa queda em comparação a 2011, em função da crise financeira global. O prejuízo mensal equivale a cerca de metade dos benefícios concedidos pelo Executivo ao setor produtivo no programa de estímulo Brasil Maior.
Em vista dessa ameaça, o governo obteve liminar na Justiça obrigando os servidores da Agricultura a voltarem ao trabalho. O sindicato recorreu. Esse setor ainda não havia sido afetado pela greves da Receita Federal e da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), iniciadas há mais tempo. Isso porque 90% das exportações são pelo chamado canal verde e não dependem desses órgãos.
Mas Dilma mostrou que não está disposta a ceder. Em evento em Rio Pardo de Minas (MG), ela lembrou que o mundo enfrenta hoje uma grave crise econômica.
— Hoje estamos enfrentando uma crise no mundo. O Brasil sabe, porque tem os pés no chão, que ele pode e vai enfrentar a crise. O que o meu governo vai fazer é assegurar emprego para aquela parte da população que é mais frágil, que não tem direito à estabilidade, que sofre porque pode e esteve muitas vezes desempregada — afirmou Dilma, em meio a vaias de grevistas de universidades e institutos federais, numa referência ao regime dos servidores.
Sobre as greves, a AEB aponta ainda impacto negativo sobre as importações. Em julho, cerca de US$ 2,3 bilhões teriam deixado de ingressar no país. Isso poderia ajudar a manter o superávit comercial em meio à queda das exportações, mas 65% do que o país importa são bens de capital e matérias-primas para a indústria. A média diária das importações na primeira semana de agosto caiu ao menor nível de 2012: US$ 785 milhões.
Pelas contas do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a operação-padrão deve provocar prejuízo de R$ 7 bilhões em apenas um mês — R$ 6 bilhões em autos de infração e R$ 1 bilhão que deixou de ser lançado nas contas do Fisco nas operações de comércio exterior. A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) orientou os dirigentes sindicais nos estados a intensificarem a mobilização. Isso deve prejudicar ainda mais as fiscalizações nos portos e o trânsito nos aeroportos.
— Cobramos diariamente o governo, mas ele ainda não sinalizou com uma proposta. Vamos fazer mais uma semana de protestos — afirmou o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa.
Nas contas dos sindicatos, hoje há 350 mil trabalhadores. Mas o governo calcula que esse número não ultrapassa 80 mil.
Segundo o Sindifisco, dos 11.500 servidores em todo o país, os 2.400 que trabalham nas aduanas não pararam. Mas, com o ritmo menor de trabalho, a inspeção e liberação de uma carga, que levava em média 24 horas, demora até 5 dias. O sindicato garante, porém, que cargas perecíveis, itens hospitalares e medicamentos não entram na fila.
O Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) diz que cerca de 70% dos 3.200 fiscais aderiram à greve e admite que isso pode emperrar as exportações. E, além da inspeção e liberação de produtos nos portos, aeroportos e fronteiras, os fiscais atuam dentro dos frigoríficos e produtores de alimentos, fiscalizando e concedendo o carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Na PF, o sindicato estima que estejam parados 80% dos quase 9 mil policiais federais.
A paralisação dos fiscais agropecuários afeta a produção e causa perdas aos frigoríficos de Santa Catarina, o maior produtor e exportador de aves e suínos do país. O Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do estado (Sindicarne) estima perdas de US$ 5 milhões ao dia. Há mais de uma semana, apenas 30% dos produtos destinados à exportação das unidades fabris catarinenses estão sendo liberados nos portos.
— Se a situação persistir até segunda-feira, as 23 empresas de Santa Catarina terão de parar a produção — advertiu ontem o presidente do Sindicarne, Clever Pirola Ávila.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
11/08/2012
 às 5:25

Ação civil pede bloqueio dos bens do ministro Pimentel

Por Eduardo Kattah, no Estadão:A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Minas Gerais pediu a indisponibilidade dos bens do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), e do secretário municipal de Segurança Urbana e Patrimonial de Belo Horizonte, Genedempsey Bicalho Cruz, até o limite de R$ 481,3 mil para o ressarcimento de suposto dano ao erário.
O MP estadual ajuizou no dia 25 ação civil por atos de improbidade administrativa contra Pimentel e o secretário por ordenarem, em 2006, a compra de armas de fogo e munições para uso da Guarda Municipal. O atual ministro era na época prefeito de Belo Horizonte e Bicalho Cruz já ocupava o atual cargo.
No pedido de liminar, os promotores que subscrevem a ação solicitam também a quebra de sigilo fiscal para garantir o ressarcimento aos cofres públicos dos valores gastos com 300 revólveres calibre 38, 50 pistolas automáticas modelo 380 e 13.800 unidades de munições. O MP afirma que as munições foram adquiridas com dispensa ilegal de licitação.
Por empecilho legal – previsto no Estatuto do Desarmamento -, porém, os armamentos e as munições foram entregues na época à Polícia Militar mineira, onde permanecem estocadas. A Polícia Federal em Brasília havia autorizado o porte de arma para a Guarda, mas a pedido da PF em Minas a Justiça Federal chegou a deferir um mandado de busca e apreensão contra a instituição por crime de porte ilegal de arma.
A Promotoria aponta na ação que, “inegavelmente”, houve “mau uso dos recursos públicos com a aquisição precipitada de armas e munições para a Guarda Municipal, a qual não detinha e não detém o indispensável porte de arma para uso dos produtos”.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
10/08/2012
 às 18:54

Ofereço este documento ao Supremo: o dia em que Zé Dirceu confessou! Podem agregar aos autos! Foi dado o direito ao contraditório! É ele próprio falando!

José Luis de Oliveira Lima, advogado de José Dirceu, mandou um novo texto ao Supremo asseverando a inocência do seu cliente. Teve uma hora para fazê-lo, usou apenas 45 minutos, mas decidiu, de novo, ser notícia. A presunção de sempre é a de que, como chefe da Casa Civil, o Zé, não sabia o que ia pelo partido — e, bem…, nem pelo governo. Em 2007, ele concedeu uma entrevista à revista Playboy — que está reproduzida em seu próprio site.
Destaco três trechos em vermelho e comento em azul:
PLAYBOY – O senhor não parece muito à vontade ao falar da sua atividade de consultor.
José Dirceu – 
A lei me obriga ao sigilo e à confidencialidade, tanto no escritório de advocacia como aqui. Fazem campanha para me prejudicar. A minha vida é pública, eu continuo fazendo política, então é natural que escrevam e falem de mim. A minha atividade como consultor está totalmente legal, faz dois anos que saí do governo. Eu esperei um ano e meio. Posso fazer qualquer atividade.
PLAYBOY – Ter passado pelo governo que continua no poder não ajuda?
José Dirceu -
 O Fernando Henrique pode cobrar 85 mil reais por palestra, e eu não posso fazer consultoria? No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas que com empresas que têm relação com o governo.
ComentoViram só? “No governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema!” O sentido parece claro a qualquer leitor, não? O Zé deixou confessou que, mesmo como consultor — lobista é o nome —, era especialmente ouvido. Ora, no governo e no partido, um “telefonema do Zé sempre foi… um telefonema!” Numa democracia um pouco mais avançada e decorosa do que a nossa, Dilma Rousseff, que era, então, a chefe da Casa Civil, teria sido chamada ao Congresso para explicar a fala deste senhor. Em seguida, ele emenda que as empresas que trabalham com ele estavam satisfeitas. Por que não estariam, não é mesmo?
Nota: não sei se FHC cobrava aquilo por palestra — nem interessa. De toda sorte, ex-presidente da República, satanizado permanentemente por petistas, os que o convidavam certamente não estavam interessados em favores oficiais. Afinal, um telefonema do tucano NÃO ERA um telefonema! Lula, como ex-presidente, passou a cobrar R$ 500 mil por palestra. Por que cobrava muito mais do que o antecessor? Os petralhas vão dizer que é porque ele é mais amado, mais competente, mais inteligente. Bem, se um telefonema do Zé é um telefonema, um telefonema de Lula é uma ordem. Vale, pois, R$ 500 mil. 
Vejam, pois, senhores ministros do Supremo, como esses pobres coitados nunca sabem de nada. Mas calma! Há dois outros trechos da entrevista.
PLAYBOY – Ainda sobre alianças: o presidente Lula errou ao dizer que daria um cheque em branco ao Roberto Jefferson (PTB-RJ)?
José Dirceu -
 Nem sei se ele disse isso. Essas coisas viram dito pelo não dito. Mas o Lula não dá cheque em branco pra ninguém. Não é da natureza dele. Pelo contrário, ele delega, mas controla, cobra. Ele é um presidente da República que tem controle sobre tudo o que está acontecendo. O Lula trabalha, chega cedo e sai tarde. E quem acha o contrário, ótimo. Porque vai subestimar o Lula e vai nos subestimar.
PLAYBOY – Mas então ele sabia do caixa dois, do dossiê fajuto contra os tucanos, não?
José Dirceu – [Irritado.] 
- Não está sob atribuição da Presidência da República. Isso não era matéria de governo, era de partido. Tanto é que o país reconheceu isso, o TSE reconheceu. Presidente da República não pode ser responsabilizado. Aliás, eu não posso ser responsável como ministro da Casa Civil por nada que aconteceu no PT, nada que aconteceu no
 Congresso. Por isso que eu sou inocente. Não há como me responsabilizar.
VolteiEntenderam? Reconheceram ali a defesa de Oliveira Lima? Ela repete a ladainha de 2007. A tese, no fundo, é a seguinte: como ele era chefe da Casa Civil e não tinha responsabilidade funcional no PT, então é inocente. Como Lula era presidente da República, então é inocente. Trata-se de uma inversão perniciosa do sentido de um fundamento do direito. NINGUÉM PODE SER RESPONSABILIZADO POR ISSO OU POR AQUILO SÓ EM RAZÃO DO CARGO QUE OCUPA. Certo!  No caso do Zé, ficou claro que o exercício desse cargo convivia com o estrito controle do PT. As duas coisas estavam imbricadas. Eis o ponto. Era ele quem operava e sacramentava as alianças — justamente com os partidos (e seus parlamentares) que estavam recebendo o dinheiro do mensalão.
Zé Dirceu é um tipo muito particular: ele quer que lhe reconheçam o poder, o prestígio e a influência nas coisas que lhe servem para estufar o peito. Quando se trata de responsabilidades, ele pula fora. Agora vamos ao terceiro trecho:
PLAYBOY – O senhor disse que o presidente Lula não passa cheque em branco pra ninguém. E o senhor?
José Dirceu -
 Pra ninguém.
PLAYBOY – Nem pra sua mãe?
José Dirceu -
 Pra ela eu dou dinheiro vivo.
ComentoO comandante-geral do PT, aquele que cuidava de tudo, o que sacramentava as alianças, bem, ele não dava cheque em branco para ninguém. Lula também não! Certo! Então quem dava um “cheque em branco” para Delúbio? Vejam que coisa fabulosa! Lula não sabia de nada. Dirceu não sabia de nada, embora ambos sempre fizessem questão de saber de tudo!. É um enigma.
E uma ironia: considerado que o mensalão foi o espetáculo por excelência do dinheiro vivo, a gente nota que o Zé não teme mesmo a piada, né?
Para encerrarA defesa de José Dirceu anda a reclamar que a Procuradoria Geral da República usou testemunhos da CPI, que não teriam sido submetidos ao contraditório etc. e tal. Sei. Ofereço essa entrevista do Zé ao Supremo, para que seja agregada aos autos. Afinal, ninguém poderia falar melhor pela defesa do que o próprio réu, não é? E, como se nota, o que se tem acima é uma confissão.
Por Reinaldo Azevedo
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