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sábado, 27 de junho de 2015

A REGENERAÇÃO E RECUPERAÇÃO DE TECIDOS,E FUNÇÕES DAS ARTICULAÇÕES

Implante injetável permitirá regenerar tecidos e recuperar a função das articulações

Material injetável, desenvolvido pela spin-off da Universidade de Valladolid TPNBT,
 iniciará a fase pré-clínica com financiamento do Genoma Espanha
Cristina G. Pedraz/DICYT
A spin-off da Universidade de Valladolid Technical Proteins Nanobiotechnology (TPNBT)
anunciou hoje o início dos testes pré-clínicos para levar
ao mercado um implante injetável em seres humanos para regeneração de tecidos.
Trata-se de um biomaterial de origem protéica que contém
células tronco mesenquimais para regenerar cartilagem
 e recuperar o funcionamento total de um articulação,
evitando recorrer à implantação de um prótese.
Os testes pré-clínicos serão financiados com 267.500 euros
por parte do Genoma Espanha e os pesquisadores esperam
que o implante possa estar no mercado dentro de cinco anos.

Em declarações coletadas pelo DiCYT, 
o catedrático de Física da Matéria Condensada José Carlos Rodríguez Cabello, 
gerente da empresa e coordenador do projeto, afirma que se trata 
de um sistema injetável para a regeneração de defeitos osteocondrais
 provocados na cartilagem articular, uma terapia
 “que agora não existe” e permitirá 
“uma recuperação funcional completa da articulação”.

Até agora, quando se produzem estes tipos de lesões na cartilagem 
por conta da idade, como é o caso da artrose, ou por traumas em pessoas jovens,
 o tratamento se foca em uma intervenção para eliminar a articulação 
e colocar uma prótese “com as complicações associadas 
a estes processos e a perda de qualidade de vida destes pacientes”,
 detalha o pesquisador.

A spin-off TPNBT, nascida no seio do Grupo Bioforge da Universidade de Valladolid, 
desenvolveu um implante injetável baseado em polímeros naturais
 de origem protéica. O implante, líquido na temperatura ambiente, 
solidifica-se com a temperatura corporal ao ser injetado e promove 
a regeneração do tecido afetado, sendo reabsorvido 
e recuperando a funcionalidade total da articulação.

Assim, é importante para o paciente por ser uma intervenção 
“minimamente invasiva”, se comparamos a injeção do implante
 com o procedimento cirúrgico agressivo que representa colocar uma prótese,
 ao que se soma a vantagem de recobrar 
o funcionamento habitual da articulação após o período de reabilitação,
 o que não acontece com a prótese. 
“Os tempos de recuperação são diferentes, já que quando 
se coloca uma prótese a recuperação é o tempo em que 
a ferida se fecha e a articulação não se regenera, a funcionalidade 
não é a mesma, enquanto com esta terapia, regenerando-se em um par de meses,
 a funcionalidade é completa”, indica.

Êxito em animais

O produto foi testado com êxito em joelhos de animais, 
ainda que também pudesse ser aplicado em outras articulações,
 como o quadril. “Se usamos o implante na área de defeito torna-se 
quase imperceptível. Como o passar do tempo observa-se uma regeneração
 completa do tecido do animal e os estudos microscópicos
 revelam que é uma cartilagem normal, o que não se consegue 
com outros procedimentos terapêuticos, inclusive 
com os tratamentos mais avançados”, afirma Rodríguez Cabello.

O pesquisador destaca que estes resultados promissores
 “não podem restringir-se a isso” e que uma terapia que funciona em animais
 “pode chegar aos seres humanos e ajudar tanto às pessoas idosas com artrose,
 quanto aos jovens com lesões nos joelhos”.

Em relação ao material desenvolvido o gerente da TPNBT,
 que se mudou recentemente ao novo edifício do Parque Científico,
 ressalta que apresenta “diversas propriedades que se combinam
 para chegar a um material ideal”.
 O biomaterial está formado por células tronco mesenquimais de medula óssea
, o que possibilita o processo de regeneração do tecido.

Por outro lado, quanto à realização do teste pré-clínico, 
afirma que tem como objetivo “demonstrar que o material é válido 
e que a terapia não tem efeitos colaterais no ser humano”. 
Do mesmo modo, será analisada a produção do material 
nas condições exigidas pela legislação. 
Após esta fase, que contará com a contribuição de 267.500 euros 
por parte do Genoma Espanha, serão iniciados os testes clínicos. 
“Em um prazo de cinco anos o material poderá estar no mercado”,
 afirma o pesquisador, que esteve acompanhado na apresentação 
pelo diretor geral do Genoma Espanha, Rafael Camacho; ]
o reitor da Universidade de Valladolid, Marcos Sacristán, 
e o vice-reitor de Pesquisa, 
José Manuel López

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